A previsão de um El Niño muito intenso levou o governo de São Paulo a lançar a Operação SP Sempre Alerta El Niño 2026/2027. A iniciativa prevê o acompanhamento do clima e da qualidade do ar no estado.
Segundo informações da Agência Paulista de Comunicação, a operação foi lançada em 15 de outubro de 2026 e terá monitoramento até o fim de 2027. A previsão do fenômeno pode alterar temperatura, chuvas e circulação do ar.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), monitora a poluição em diferentes regiões paulistas. Os dados são relevantes para a população durante os meses de 2026 e 2027.

O acompanhamento considera os efeitos das condições meteorológicas sobre a dispersão de poluentes e os possíveis riscos à saúde. A notícia também aborda a rede de monitoramento, as partículas finas e as formas de consultar os índices de qualidade do ar.
El Niño pode alterar a dispersão dos poluentes
De acordo com a Agência Paulista de Comunicação, o El Niño previsto para 2026/2027 tem mais de 95% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. As alterações na temperatura, nas chuvas e na circulação do ar podem favorecer ou dificultar a dispersão dos poluentes, conforme o local e as condições meteorológicas.
Por esse motivo, o acompanhamento do clima e da poluição permite observar como essas mudanças afetam a qualidade do ar em São Paulo e outras regiões do estado. A relação entre meteorologia e concentração de poluentes pode variar, por isso a rede de monitoramento observa diferentes áreas paulistas.
A Operação SP Sempre Alerta El Niño 2026/2027 prevê boletins diários sobre as condições do tempo e a classificação das regiões em quatro níveis de alerta. O monitoramento climático está previsto até o fim de 2027.
Segundo a Agência Paulista de Comunicação, a operação estadual reúne mais de 180 ações e prevê investimentos de R$ 29 bilhões até 2029. O acompanhamento da poluição integra as medidas de atenção às condições que podem afetar a saúde da população.
Rede da Cetesb, MP2,5 e consulta dos índices de poluição
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) conta com 85 estações para monitorar poluentes em diferentes regiões. A rede recebeu uma nova estação automática em Sapopemba, na Zona Leste da capital, ampliando a cobertura de medição.
Os equipamentos acompanham material particulado, ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e monóxido de carbono. Nas estações automáticas, os dados são divulgados quase em tempo real, permitindo observar mudanças e picos de poluição.
Em 2026, a Cetesb aprimorou a medição de MP2,5, partículas com até 2,5 micrômetros de diâmetro que podem penetrar profundamente nos pulmões e chegar à corrente sanguínea. Novos analisadores entraram em funcionamento nas estações de Santo André-Capuava, Sorocaba e Campinas-Taquaral; a exposição a concentrações elevadas pode agravar doenças respiratórias e cardíacas.
Todas as estações da Região Metropolitana de São Paulo que têm capacidade para medir MP2,5 fazem esse monitoramento, que também alcança municípios do interior. A Cetesb classifica a qualidade do ar em cinco níveis — boa, moderada, ruim, muito ruim e péssima — e publica às 11h um boletim diário com as condições das últimas 24 horas e a previsão para as horas seguintes; crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios devem reduzir exercícios intensos ao ar livre quando os índices piorarem.


